Quero um Amor que me preencha… Maria Silvia Orlovas

  

             Quero um amor que me preencha…

 “Não aguento mais sofrer por amor”, reclamou chorosa minha cliente.

Olhando para o seu rostinho bonito de moça de vinte e seis anos, num primeiro impulso, achei que ela não teria motivos para não se sentir amada. Bonita de corpo, bem inteligente, com certeza não lhe faltavam olhares nem atenção, mas sabia que nem sempre as coisas são como aparentam ser e que quando analisamos a vida espiritual compreendemos perfeitamente bem que o mundo não se resume a aparências ou percepções mentais.

Denise confessou nunca ter ido bem na escola, sempre sem vontade de estudar e questionando a validade dos estudos, formou-se com grande dificuldade. Nunca lhe faltou inteligência, mas não sentia vontade de estudar, de seguir em frente. Depressão, quem sabe?

Ela tinha tudo, mas ainda assim havia pouca esperança em seu coração desde a infância. Os pais separados também não lhe propiciaram uma vida fácil, mas também não era exatamente uma experiência difícil… Uma vida como de qualquer pessoa com altos e baixos emocionais e financeiros. E nesta idade ela não queria mais culpar os pais por seus desencontros. Hoje ela pensava que faltava um namorado.

“Amar pode parecer muito fácil. Já me apaixonei muitas vezes. Namorei vários rapazes, mas quero um encontro de alma. Algo que valha a pena. Mas para ser sincera sei que estou fechada”. Disse ela olhando para o nada. “Não quero mais sofrer e tenho medo de criar expectativas em vão”, completou com voz triste.

Pensando nisso, começamos nossa sessão. Logo apareceu uma vida em que Denise havia sido roubada da família na guerra e acabou trancada como prisioneira numa profunda solidão. O padrão da vítima tomava conta de minha cliente. No retorno da sessão, trabalhei com ela uma meditação de limpeza acessando uma imagem de libertação, porém ficou claro que ela teria que voltar porque se neste momento ela ainda vibrava na condição de vítima, em algum nó mais profundo encontraríamos a verdadeira prisão.

Dito e feito. Depois de três meses de tratamento com terapia floral, Denise voltou já menos triste, porém ainda sentindo-se sozinha. Nesta sessão o que apareceu foi uma vida em que ela foi nobre e rica, com tudo ao seu dispor, porém altamente exigente. Como era uma moça com muitas possibilidades financeiras e pouca consciência espiritual escolhia as pessoas como escolhia os vestidos… Pelas aparências. E quando vinham as decepções não entendia por que. Vivia na superfície. Queria gente bonita, rica e fácil de lidar, quando ela mesma não era nada fácil na convivência.

No final da sessão, já mais aberta conversamos sobre uma postura mais humilde na vida. Expliquei que humildade nada tem a ver com pobreza ou humilhação. Humildade está conectada com paciência, tolerância e uma visão mais empática com o mundo a nossa volta. Resumindo, sugeri que ela se colocasse mais no lugar das pessoas e não tentasse sempre ter razão, enfim, que olhasse o mundo à sua volta com mais profundidade.

Apesar das palavras fortes que usei, ela não ficou com raiva. Sim, porque muitas vezes quando percebemos que estamos errados e alguém está apontando nossos erros ficamos com raiva. Isso acontece em sessões de terapia. Mas Denise não se intimidou com a franqueza que tratamos o assunto porque era uma pessoa forte e de fato estava querendo se curar da questão emocional. Assim, entender que estava sendo exigente e que precisava aprender a se soltar mais nos relacionamentos foi uma descoberta feliz.

Denise segue no tratamento. Espero de coração que na próxima vez ela mergulhe ainda mais fundo dentro de si mesma porque o amor é uma vibração que só pode ser conectada com pureza, suavidade e perdão. Algo muito especial que nos liga a Deus e que fluindo dentro do peito contamina e cura tudo ao seu redor. Acredito na cura de Denise…

Maria Silvia canaliza os Mestres Ascensionados e já escreveu vários livros sobre o assunto. Venha participar do seu Grupo de Meditação Dinâmica que acontece todas as quartas feiras no seu espaço em São Paulo.

Venha ouvir pessoalmente as canalizações.

*Maria Silvia Orlovas – morlovas@terra.com.br

Texto revisado por: Cris

2017-07-07T21:25:21+00:00 artigos|0 Comments

Leave A Comment